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Dia Internacional da Síndrome de Down: mitos e verdades, avanços e conquistas.

Por Fátima El Kadri


O dia 21 de março é conhecido internacionalmente como o Dia Internacional da Síndrome de Down, para lembrar a importância da inclusão e do respeito a essa população.

Dentre os tipos de deficiência existentes, talvez as que são maior alvo de preconceito são as deficiências intelectuais, frequentemente associadas à incapacidade de aprendizado e convívio social.

A Síndrome de Down no Brasil e no Mundo

A síndrome de Down é uma alteração genética que está presente na espécie humana desde os seus primórdios. A síndrome acontece no momento da concepção da criança, e caracteriza-se pela presença de uma cópia a mais do cromossomo 21(trissomia) em todas as células do organismo, assim, tendo 47 cromossomos ao invés de 46.


No Brasil, estima-se que a cada 700 bebês nascidos, pelo menos 1 tenha essa característica; em torno de 270 mil casos.


Nos Estados Unidos, essa taxa é ainda mais alta: 1 a cada 691 bebês nascem com a síndrome; em torno de 400 mil casos.


No mundo, estima-se que a incidência seja de 1 em 1 mil nascidos vivos. A cada ano, cerca de 3 a 5 mil crianças nascem com síndrome de Down.



O porquê da data?

A escolha do dia 21/03 para ser o Dia Internacional da Síndrome de Down tem a ver com as três cópias do cromossomo 21, que caracterizam a síndrome.

A data foi criada em 2006 pela Down Syndrome International (EUA), mas somente em 2011 foi oficializada pela ONU a pedido do Brasil.


O que podemos comemorar? – Avanços e conquistas

Segundo o IBGE no final da década de 1980, um indivíduo com a síndrome de Down vivia no máximo 30 anos. Felizmente, hoje, essa expectativa de vida dobrou devido ao maior acesso aos tratamentos de saúde relacionados à síndrome, como problemas cardiorrespiratórios e fraqueza muscular.


Além do mais, médicos especialistas garantem que a maior socialização de crianças, jovens e adultos é um fator determinante para o aumento da sua qualidade de vida.


Na área de educação, o número de alunos com síndrome de Down vem crescendo gradativamente nos últimos anos, uma grande conquista que deve ser celebrada nesta data.


Conforme dados divulgados pelo MEC (Ministério da Educação), em 2018 havia cerca de 1,18 milhão de alunos matriculados nas escolas regulares. Em anos anteriores, como 2014, eram quase 700 mil matriculados.


Quanto às oportunidades no mercado de trabalho, embora ainda estejam longe do ideal, graças à Lei de Cotas, essas pessoas têm mais chance de serem cidadãos produtivos, com emprego e independência financeira.


Uma pesquisa realizada em 2014 pelo Instituto Alana em parceria com a consultoria McKinsey & Company confirma que a contratação de funcionários com síndrome de Down traz benefícios às empresas.

Foi comprovado que, devido a características comuns à personalidade deles, como a capacidade de comunicação direta, desenvolvimento de empatia, vínculo afetivo, memória restrita — que auxilia a reter o aprendizado recente, entre outras habilidades —, eles acabam gerando diversos impactos positivos na saúde organizacional.

Se até alguns anos atrás essas pessoas viviam escondidas pelos pais e os adultos eram infantilizados, atualmente, eles têm mais possibilidades de estudar, ter uma formação superior, trabalhar, passear, ter amigos e até mesmo se casar.

Esperamos confiantes mais avanços que possam abrir novos caminhos para pessoas com síndrome de down, tendo um futuro promissor, mais independente e feliz.

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