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Violência contra a mulher com deficiência aumenta 68% em 2020, na capital paulista


#descriçãodaimagem: foto de uma mulher deitada em um fundo cinza, está com as duas mãos juntas (em primeiro plano) escondendo o rosto da foto.
#descriçãodaimagem: foto de uma mulher deitada em um fundo cinza, está com as duas mãos juntas (em primeiro plano) escondendo o rosto da foto.

Mesmo com o aumento houve subnotificação, pois os boletins de ocorrência diminuíram. Instituição oferece curso para identificar e denunciar a violência. Recursos como o projeto Todas In-Rede e a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência precisam de maior divulgação para serem acessados. Veja os contatos no final da notícia.


Por Fátima El Kadri


O Governo do Estado de São Paulo divulgou os números da violência contra a mulher. Em 2020, foram registradas mais de 24 mil denúncias desse tipo.

Os casos de violência contra a mulher com deficiência, que passaram a ser contabilizados recentemente, contribuem para engrossar essa triste estatística: segundo o relatório, as denúncias de lesão corporal contra mulheres que fazem parte dessa população, tiveram um aumento de 68% e 34% nas notificações de ameaça em relação a 2019. Em contrapartida, o número de boletins de ocorrência sofreu queda de 33,4% (de 12.494 para 8.352).

A secretária estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão, atribui a diminuição dos registros à situação causada pela pandemia. “Aliada a questão do isolamento social, temos também o fenômeno da subnotificação de violências sofridas pelas pessoas com deficiência que, com a interrupção das atividades escolares e profissionais presenciais, dificultou ainda mais a identificação de sinais de violência e de denúncias pelos colegas de trabalho, profissionais da educação”, disse ela ao blog Vencer Limites, do Estadão

De acordo com a Base de Dados dos Direitos das Pessoas com Deficiência, administrada pela Secretaria Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), 56,86% da população que tem algum tipo de deficiência no estado é composta por mulheres, ou seja, 1.710.601 habitantes.


Faça o curso para identificar e saber como denunciar situações de violência contra as pessoas com deficiência


O Instituto Jô Clemente (IJC), por meio do Centro de Apoio Técnico da 1ª. Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência/DPPD, com o apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, convida para o Minicurso “Violência contra Pessoas com Deficiência: Você sabe como evitar, identificar e denunciar?”

O evento será dia 19/05, das 09:00 às 12h, via plataforma Zoom. O link de acesso será enviado por e-mail.

Para fazer sua inscrição gratuitamente, clique aqui.


Canais de denúncia e programas de apoio a mulheres com deficiência Todas In-Rede: Em 2020, a SEDPcD lançou o programa Todas in-Rede.Um dos objetivos dessa iniciativa é formar uma rede de proteção para orientar mulheres com deficiência vítimas de violência, bem como capacitar as Delegacias de Defesa da Mulher para prestar atendimento às vítimas. No site do projeto, você encontra todos os canais de denúncia oficiais, informações sobre a rede de atendimento e uma cartilha de prevenção à violência, cujo download é gratuito. Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência: única delegacia especializada no atendimento às pessoas com deficiência, ela também presta atendimento à distância. Confira, a seguir, os meios de contato: 55 11 99918-8167 55 11 94528-9710 – WhatsApp com atendimento em LIBRAS Telefone fixo (11) 3311-3380 Email: dppd.decap@policiacivil.sp.gov.br Site da delegacia eletrônica. Endereço físico: Rua Brigadeiro Tobias, 527.Centro – SP



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